Congressos da Juventude Ucraíno-Brasileira

Segue a relação de todos os congressos da juventude ucraíno-brasileira já realizados até hoje.
Vale salientar que um dos grandes mobilizadores e incentivadores deste importante evento da comunidade é o Bispo Emérito da Eparquia de São João Batista (Rito Ucraíno-Católico) Dom Efraim Basílio Krevey.

1 1969 Curitiba –PR
2 1970 Porto Alegre – RS
3 1976 Curitiba – PR
4 1977 Ponta Grossa – PR
5 1978 Prudentópolis – PR
6 1979 São Caetano do Sul – SP
7 1980 União da Vitória – PR
8 1981 Mallet – PR
9 1982 Pitanga – PR
10 1983 Curitiba – PR
11 1984 Roncador – PR
12 1985 Ivaí – PR
13 1986 Campo Mourão – PR
14 1987 Curitiba – PR
15 1988 Prudentópolis – PR
16 1989 União da Vitória – PR
17 1990 Ponta Grossa – PR
18 1991 Irati – PR
19 1992 Mafra – SC
20 1993 Cascavel – PR
21 1994 Campo Mourão – PR
22 1995 Curitiba – PR
23 1996 Irati – PR
24 1997 Mallet – PR
25 1998 Pitanga – PR
26 1999 Guarapuava – PR
27 2000 União da Vitória – PR
28 2001 Ponta Grossa – PR
29 2002 Rio Azul – PR
30 2003 Papanduva – SC
31 2004 Mallet – PR
32 2005 Cascavel – PR
33 2006 Prudentópolis – PR
34 2007 Irati – PR
35 2008 Curitiba – PR
36 2009 União da Vitória – PR

E o próximo, no início de 2010, é pela primeira vez em Serra do Tigre e Dorizon.

Vilson José Kotviski
União da Vitória-PR / Porto União-SC
vilson@pessanka.com.br

XVI Festival Nacional de Danças Ucranianas

A Companhia de Danças Ucranianas Verkovena da cidade de Maringá se prepara para receber no dia 12 de dezembro de 2009 uma das mais belas manifestações da cultura ucraniana no Brasil: o XVI Festival Nacional de Danças Ucranianas.
O evento reúne a maioria dos grupos folclóricos ucranianos do Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul e São Paulo, somando mais de 500 dançarinos em uma grande confraternização e um grande espetáculo que apresenta a diversidade, beleza e energia da dança ucraniana.
O festival acontece anualmente de forma itinerante, abaixo estão as cidades e grupos que foram sedes do evento:
1994 – União da Vitória/PR – Folclore Ucraniano Kalena
1995 – Curitiba/PR – Grupo Folclórico Ucraniano Poltava
1996 – Ponta Grossa/PR – Grupo Folclórico Ucraniano Zoriá
1997 – Prudentópolis/PR – Grupo Folclórico Ucraniano Vesselka
1998 – Canoinhas/SC – Grupo Folclórico Ucraniano Blavat
1999 – Mafra/SC – Grupo Folclórico Ucraniano Vesná
2000 – Porto Alegre/RS – Folclore Ucraniano Solovey
2001 – Prudentópolis/PR – Grupo Folclórico Ucraniano Vesselka
2002 – Colônia Marcelino, São José dos Pinhais/PR – Grupo Folclórico Ucraniano Soloveyko
2003 – Mallet/PR – Grupo Folclórico Ucraniano Spomen
2004 – União da Vitória/PR – Folclore Ucraniano Kalena
2005 – Porto Alegre-RS – Folclore Ucraniano Solovey
2006 – Rio Azul – PR – Grupo Folclórico Ucraniano Dunay
2007 – Roncador – PR – Grupo Folclórico Ucraniano Vesná
2008 – Prudentópolis – PR – Grupo Folclórico Ucraniano Vesselka
2009 – Maringá – PR – Companhia de Danças Ucranianas Verkovena

Serviço:
XVI Festival Nacional de Danças Ucranianas
Data: 12 de dezembro de 2009.
Horário: 20h00
Local: Teatro Calil Haddad
Informações: verkovena@hotmail.com

Vilson José Kotviski
Porto União-SC / União da Vitória-PR
vilson@pessanka.com.br

XXXVII Congresso da Juventude Ucraíno-Brasileira

XXXVII Congresso da Juventude Ucraíno-Brasileira

Já está circulando pela comunidade o convite para o XXXVII Congresso da Juventude Ucraíno-Brasileira, que acontecerá nos dias 06 e 07 de fevereiro de 2010. Este ano, pela primeira vez vai ser sediado pelas comunidades de Dorizon e Serra do Tigre, localidades do município de Mallet-PR.
É sem dúvida uma atitude corajosa da juventude da Serra do Tigre terem assumido o congresso, pois pela primeira vez um evento desta magnitude será realizado em uma colônia. É claro que não é uma simples colônia (sem desmerecer nenhuma, pois tenho muito orgulho de ter vivido grandes momentos da minha infância em Nova Galícia interior de Porto União-SC), mas sim a colônia que é um dos berços da comunidade, e que ostenta o mais importante e imponente símbolo histórico dos ucranianos no Brasil: a centenária Igreja de São Miguel Arcanjo. É também muito oportuna a parceria com a comunidade de Dorizon, que pela proximidade e afinidade vai poder receber bem os congressitas, e criar uma forma nova de realização de congressos, além de mostrar uma realidade distinta das demais comunidades que já sediaram as demais trinta e seis edições.
A temática desde congresso será voltada a Imigração Ucraniana da região, bem como as questões evasivas ligadas principalmente à língua e ortografia ucraniana e com o lema: “Construíram trabalhando”, pretende-se incentivar e despertar o interesse sobre a aculturação ucraniana. O modelo de oficinas culturais será aplicado, favorecendo a participação prática dos congressitas e tornando mais dinâmico o aprendizado, e um concurso de redações “conte sua história” pretende resgatar muitos conhecimentos que estão vivos na memória do povo, mas que ainda não contam com um registro escrito.
Maiores informações sobre inscrições no site:
http://www.caminhonovo.org/congresso/index.htm

Vilson José Kotviski
Porto União – SC
União da Vitória – PR
www.pessanka.com.br

Música Ucraniana no Brasil

Sábado passado estive em um casamento de um amigo e ele fez questão de arranjar um grupo que tocasse músicas ucranianas, já que a família dele e grande parte dos convidados era de origem ucraniana.

A banda que animou a festa chama-se “Chaleira Preta”, um conjunto típico da região sul vestido a caráter (botas, lenço, bombachas), mas que toca músicas ucranianas em seu repertório, inclusive de autoria do dono do conjunto. Não tenho certeza, mas acho que são de Araucária-PR.

Aí lembrei-me que existem vários descendentes que desenvolvem trabalhos em relação à música, como por exemplo o Grupo Yávir de Curitiba, com dois ótimos CDs gravados. Não sei se eles estão realizando apresentações atualmente, mas pela falta de notícias acredito que não.

Ainda em Curitiba, vinculado a SUBRAS, atua o conjunto Soloveyko, formado por integrantes do Barvinok, animam festas da sociedade, e tocaram no Festival de Danças em União da Vitória. Felipe Orestem vem desempenhando um papel muito importante neste conjunto.

Também junto a SUBRAS, funciona (e muito  bem) o Coral Haydamake, que sob o comando de Lauro Preima, vem realizando um trabalho digno de orgulho de toda a comunidade ucraniana.

Em Curitiba também existe o coral da Catedral São João Batista, e a capela de banduristas Fialka. A Bandura é o instrumento nacional ucraniano.

Prudentópolis-PR também tem sua representação na música ucraniana, com uma capela de banduristas, Coral São João Batista e com o Samuka e seu conjunto. Ele integrava antigamente o conjunto ucraniano “Os Pepenkes”, agora foi para carreira solo e o CD está bem disseminado pela comunidade, infelizmente nem sempre o original, assim como acontece com o Yávir.

Apresentação em União da Vitória.
Camila Lupepsa Latyki: apresentação em União da Vitória-PR.

Também de Prudentópolis temos uma cantora com uma presença de palco fantástica: Camila Lupepsa Latyki. Ela é integrante do Grupo Folclórico Vesselka e interpreta músicas ucranianas com uma graça e elegância que encantam o público. Que esta jovem continue em frente!

Em Mallet-PR, existe um conjunto gauchesco (Edinho Basniak), que toca músicas ucranianas, inclusive tocaram no Festival de Danças em Rio Azul, e animam festas pela região. De Canoas-RS também despontou recentemente um belo conjunto musical, o “Dunay”, comandado pelo amigo Jonatan Vianna. Mas infelizmente  o grupo está sem atividade no momento. Em Ivaí-PR também o Mário Churka (violino) segue seu trabalho de resgate das cantigas da hahylkas, trabalho digno de louvor pelo que a pesquisa representa. E em São Paulo, o Grupo Folclórico Kyiv conta com sua banda que toca ao vivo nas apresentações.

Ainda existiram outros tantos descendentes que desenvolveram trabalhos com músicas ucranianas em solo brasileiro, mas que hoje não se tem notícias. Mas com essa quantidade já seria até possível realizar um festival de músicas ucranianas no Brasil, quem sabe essa idéia ainda pode vir se tornar realidade!

Agradeço comentários que informem mais sobre outros grupos musicais ucranianos no Brasil.

Vilson José Kotviski

Para você que leu esse artigo, e se interessa pela música ucraniana, acesse também: http://pessanka.wordpress.com/2010/12/20/1%c2%ba-festival-da-musica-ucraniana-no-brasil/.

Pêssanka – arte ucraniana

Pêssankas de Vilson José Kotviski
Pêssankas de Vilson José Kotviski

Na história do povo ucraniano sempre esteve presente uma tradição de colorir ovos na época em que o Sol voltava triunfante, eliminando a neve que cobria a rica terra negra da Ucrânia. Em escavações arqueológicas, foram encontrados indícios desta arte a mais de 3.000 anos antes de Cristo, sendo que naquela época, eram utilizadas ferramentas muito rústicas para se confeccionar uma pêssanka. A explicação para o interesse do ser humano antigo pelo ovo, está no fato do mesmo possuir uma magia incrível, pois de uma forma simples e rude, surgiria a vida.

Com o passar dos anos, as ferramentas gradativamente evoluíram e com elas o homem conseguiu melhorar suas condições materiais e também os resultados da suas pinturas em ovos, surgindo melhores definições daquilo que desejava expressar.

Os ucranianos, em paridade com todos os povos antigos, veneravam a natureza e os regentes dos elementos. Assim como outros povos antigos veneravam o Sol com Apolo e seu carro puxado por leões, os ucranianos reconheciam no mesmo astro, o Dajbóh, e à ele ofereciam homenagens, pois novamente traria luz e calor para a Terra. O verde substituiria o branco da neve, as flores voltariam a desabrochar, as árvores ofereceriam seus frutos novamente e o povo poderia trabalhar a terra para obter seu sustento. A festa da Primavera era um evento alegre, era acendida uma grande fogueira no meio da aldeia e todos comemoravam a chegada de Dajbóh, no exato momento do Solstício de Primavera. Desde o início deste dia o povo estava em festa. Oferecia seus presentes ao regente Dajbóh e entre os mesmos estavam as pêssankas. Nelas estavam gravados os raios de luz que seriam oferecidos à terra, a partir desta importante data do povo antigo. Também nesta festa eram oferecidas pêssankas aos entes da natureza, fazendo seus agradecimentos pelas colheitas e também firmando seus pedidos para que a terra continuasse produzindo aquilo que necessitavam para viver. Estas pêssankas eram enterradas no campo, nas lavouras, pois deveriam ser presentes aos amados entes da natureza. Neste tempo anterior ao cristianismo, o povo tinha suas crenças voltadas para aquilo que via e sentia. Era uma época em que mais do que nunca, o ucraniano estava ligado à natureza, sua fonte de vida e energia. Em 988, através do Príncipe Volodymir, a Ucrânia é batizada
nas margens do Rio Dnipró, passando a adotar o cristianismo como religião oficial. O povo absorveu essa mudança, mas não aceitou abandonar seus antigos rituais, como as Festas da Primavera. A solução encontrada pelo clero foi a adaptação deste antigos costumes, como símbolos cristãos, ou seja, permitiam e até apoiavam o povo à manter essas tradições consideradas pagãs, mas lhes incutiam um simbolismo correlato ao cristianismo. A antiga e tradicional Festa da Primavera, transformou-se na Páscoa cristã, por se tratar da mesma época. O povo continuava com os antigos festejos, mas mudava-se gradativamente o sentido da ocasião festiva.As pêssankas, continuaram existindo, o povo não deixou o costume de colorir ovos para expressar seus sentimentos, mas o clero religioso fez com que se abandonassem as crenças nos entes da natureza, deviam ser extintos os costumes tidos como pagãos. As pessoas passaram então a fazer pêssankas para dar aos parentes
e amigos respeitados, na época da Páscoa, para demonstrar tudo aquilo que desejavam para seus entes queridos. As pequenas obras de arte também passaram a aparecer em datas importantes, como casamentos e nascimentos, como materialização das boas intenções que se queria expressar. Na conturbada história da Ucrânia, o povo passou por muitos períodos de instabilidade social, tendo muitas vezes a miséria e a opressão imperando sobre seus lares. Domínios russos, poloneses, austríacos, húngaros, duas guerras mundiais, o comunismo … e as pêssankas continuam acompanhando a vida desta gente, que veio para o Brasil em busca de um futuro melhor para seus filhos, trazendo na bagagem uma cultura milenar, que hoje respira a liberdade. A Ucrânia, em 1991 finalmente adquiriu sua independência, exigida pela população que saiu às ruas e hoje, além da seu valor cultural, simbólico e artístico, as pêssankas passaram a ser um símbolo de longevidade para uma Ucrânia livre e independente.

Vilson José Kotviski