XVIII Festival de Danças Ucranianas – Cascavel-PR

Parabéns ao Grupo Sonhachnek pela excelente organização do festival. Percebeu-se uma ótima condução do evento e atenção para todos os detalhes.

As guias que acompanharam o Kalena e Zoriá foram extremamente atenciosas e simpáticas com o pessoal. As orientações ao grupo foram perfeitas e todas as solicitações atendidas.

O baile foi muito animado e não esqueceram as nossas kolomeikas!! As refeições e acomodações também estavam ótimas! Foi um grandioso evento!!

Reconhecemos todo o esforço para dar boas condições para os participantes! Parabéns a toda a comunidade ucraniana de Cascavel!

Para os próximos festivais:

Pensando no crescimento do evento, deixo como sugestão para a AJUB, entidade que coordena a realização dos festivais, a realização de um processo de avaliação dos grupos.

Não seria um processo de classificação de grupos melhores ou piores, mas sim uma forma de sugestão aos coordenadores de cada grupo, direcionada para efetuar melhorias a cada ano.

A idéia primordial é valorizar as apresentações, as pesquisas de trajes, músicas, danças, evolução de cada grupo, e aparar arestas para que a cada ano tenhamos mais cuidado com o que estamos levando para o maior evento cultural da comunidade ucraniana no Brasil.

Cada grupo ao fim do festival, levaria suas avaliações para casa, sem que os demais tenham acesso. Creio que cada coordenador teria mais embasamento e cuidado para o próximo ano, evitando por exemplo: desmerecer a exclusividade do hopak ao grupo que está sediando, trajes descaracterizados, acrobacias indevidas, passos errados, inadequados ou inconvenientes, falta de preparo, entre outros… Entendo que cada grupo tenha uma realidade diferente, porém não podemos fechar os olhos aos erros apresentados

Por outro lado teríamos também o devido reconhecimento a grupos que tiveram apresentações primorosas, com inovação, pesquisa e coerência da proposta da dança apresentada. Creio que é isso que TODOS querem.

Todos somos amigos e prevalece sempre a diplomacia e política de boa vizinhança, mas isso não está trazendo melhorias para o evento. Tenho certeza que esta avaliação será um motivador a mais para o festival!

Vamos pensar sobre isso, e AGIR!!

Vilson José Kotviski

Ensaiador – Folclore Ucraniano Kalena

União da Vitória-PR

XVIII Festival Nacional de Danças Ucranianas em Cascavel – Katna Baran

Previt

Correria com os últimos detalhes do traje, recados para os velhos amigos, longos ensaios, acertos na dança, ansiedade batendo forte. Tem gente que chega até a sonhar com a coreografia. É mais um Festival chegando. O 18º Festival Nacional de Danças Ucranianas que este ano tem como anfitrião o Folclore Ucraniano Sonhachnek, de Cascavel. Serão 15 grupos folclóricos de todo Brasil reunidos nessa grande festa de demonstração da cultura ucraniana através da dança.

Foi em 1993 que a diretoria da Associação da Juventude Ucraíno Brasileira (AJUB), na época sediada em União da Vitória juntamente com o Folclore Ucraniano Kalena, idealizou o encontro de grupos folclóricos para apresentar o melhor da dança ucraniana. Na ocasião, a reunião foi chamada de Festival Nacional de Hopak e os participantes apresentavam sua coreografia desta dança que é a mais tradicional da cultura ucraniana, presente em todas as festas.

Com o passar dos anos, os grupos decidiram que o Festival deveria trazer coreografias e trajes de todas as regiões da Ucrânia em um único evento, já que o repertório de danças típicas do país é enorme. Assim, a partir de 2002, o encontro passou a ser chamado de Festival Nacional de Danças Ucranianas.

Em 2011, em especial, o Festival está atrelado às comemorações dos 25 anos do Folclore Ucraniano Sonhachnek e dos 120 anos da imigração ucraniana para o Brasil. Como em todos os eventos, os grupos aguardam várias surpresas, uma delas, já confirmada, é a presença do Grupo Prolissok, da Ucrânia.

Nos palcos

Como todos os anos, o Festival é promovido pela AJUB e a organização é de responsabilidade do grupo folclórico que leva o evento para sua cidade. E que trabalho tem esse grupo! Alimentação, alojamento, decoração, inscrições, som, luzes, palco, patrocínios…

Várias cidades já receberam o encontro: Curitiba, Prudentópolis, São José dos Pinhais, União da Vitória, Mallet, Roncador, Maringá, Rio Azul, Porto Alegre, entre outras. Apesar de todo trabalho exaustivo, a maioria dos grupos que já promoveu um Festival tem a sensação que depois do evento ficaram ainda mais unidos, mais fortalecidos. O grupo folclórico anfitrião também é responsável pela abertura e encerramento da festa. Ao ouvir os primeiros acordes tocando e ver o pão e sal do Previt saudando os convidados, se pode sentir a verdadeira essência do Festival. Ao término, o Hopak geralmente é acompanhado com palmas do início ao fim e anima ainda mais os dançarinos para o baile tradicional de integração dos grupos que acontece depois do evento.

Nos bastidores

Cada dançarino guarda uma história de Festival. Uma dança perfeita, uma amizade, um tropeço, um traje novo, um amor… Histórias: cada um guarda a sua e a leva para outros Festivais. Mas existem algumas que são famosas:

A chuva marcou presença em várias edições. Em 1998, em Mafra, ela fez com que quase não se ouvisse o som da música nas apresentações. Em Porto Alegre e Maringá, o temporal atrapalhou a programação dos grupos no domingo. Em 2003, o festival aconteceu em Mallet e a abertura atrasou em quase uma hora porque o orador esqueceu o compromisso. O ginásio de esportes, onde os meninos tomavam banho, também ficou sem água e os dançarinos tiveram o maior trabalho para consertar tudo. Já em Rio Azul, em 2006, o Grupo Folclórico Ucraniano Dunay entrou no palco com uma música errada do Previt e os dançarinos se atrapalharam um pouco. Ônibus estragado é o que não falta… Na ida para Roncador, em 2007, o do Grupo Spomen ficou na estrada e os dançarinos fizeram uma roda de kolomeyka no asfalto. O agito chamou atenção de um Chevette ―pau velho‖ que socorreu os dançarinos que chegaram a salvo no destino.

A cada ano, além do festival, sempre acontece um imprevisto diferente que rende boas histórias. Na última hora alguém esquece o colar, a camisa não fecha, o zíper da bota emperra. É aquela correria. Mas tudo dá sempre certo no final.

Hopak

O Festival cresceu, atingiu sua maioridade. Várias coreografias, trajes, músicas e histórias de dançarinos e grupos já subiram ao palco ou rondaram os bastidores desses 18 anos de evento. E a cada ano ele se renova com novos e velhos grupos surpreendendo, outras gerações chegando e mostrando que a emoção de subir ao palco de um Festival não se apaga e é única. O frio na barriga é diferente de todos já que a platéia é mais do que especial: são colegas, amigos, todos reunidos em prol da tradição ucraniana. Ali, você está representando não só uma coreografia, está demonstrando tudo que seu grupo fez durante todo ano em nome da nação ucraniana que aqui fincou suas raízes.

Os participantes do Festival ainda têm a oportunidade de trocar experiências e conhecimento sobre a cultura, assim como as músicas, idéias para novos trajes, coreografias, enfim, esse encontro vai muito além dos palcos. Também é lugar de matar a saudade de um ano inteiro, a hora de tomar umas e outras no baile – como todo bom ―nachilhude‖ – e dançar uma kolomeyka com seu par. Isso é Festival!

Então, no próximo dia 05 de novembro, ajude a construir mais um capítulo dessa história de amor e tradição à cultura ucraniana. Aproveite e até lá!

dias 5 e 6 de novembro: XVIII Festival Nacional de Danças Ucranianas, e Inaguração da Restauração da Igreja Ucraniana na Serra do Tigre

Dia 5 – SÁBADO – em CASCAVEL – 19:00 HORAS
XVIII FESTIVAL NACIONAL DE DANÇAS UCRANIANAS
Centro de Convenções e Eventos , Cascavel -PR

Dia 6 – DOMINGO – em MALLET – Serra do Tigre.
Grandiosa Festa de Restauro da Igreja de São Miguel Arcanjo.