Mais uma Igreja Ucraniana de Madeira é Demolida

Não é agradável publicar um artigo com este conteúdo, mas é necessário. A Paróquia Ordodoxa da Dormição da Mãe de Deus, localizada na Colônia Xaxim Jangada, interior de Porto União-SC já não existe como está na fotografia ao lado, tirada em junho de 2007.

O templo em madeira, inaugurado em 1928 carecia de manutenção, assim como as outras tantas igrejas ucranianas que ainda restam no Brasil, e a comunidade simplesmente resolveu demolir a igreja para construir outra no mesmo local e com as mesmas características. Assim aconteceu com a igreja ucraniana de Nova Galícia, também em Porto União: era para ser tudo igual, mas é só fazer uma visita e ver a arquitetura em alvenaria, de gosto duvidoso, que substitui aquela que hoje seria uma das poucas igrejas centenárias em madeira, marco histórico da comunidade e ponto turístico do município.

Vamos ver o que realmente será construído no local da antiga igrejinha do Xaxim-Jangada, pude ver parte da estrutura da cúpula, o que de certa forma é um alívio, pois uma característica de igreja ucraniana será mantida.

Que as recentes publicações das Casas Eslavo-Paranaenses e das Igrejas Ucranianas – Arquitetura da Imigração no Paraná contribuam para a conscientização das comunidades. Não podemos deixar que nossa história se perca.

4 pensamentos em “Mais uma Igreja Ucraniana de Madeira é Demolida”

  1. Sou morador de União da Vitória – PR, cidade vizinha de Porto União – SC, conhecia a igreja e já sabia que esta seria desmanchada parfa ser erguida outra com as mesmas características da original. Se a igreja necessitava de restauração, não vejo o porque ela não seja desmanchada, não demolida, porque demolida é uma palavra muito forte, mas o importante é que seja reerguida e com as mesmas características da antiga

    1. Olá Adilson! Felizmente neste caso a igreja foi reconstruída no mesmo molde da original. Então a originalidade arquitetônica não foi perdida como nas colônias de Nova Galíca, Pintadinho, Stenguel, e tantas outras em nossa comunidade…
      O artigo é um alerta, pois temos muitas igrejas históricas em nossas cidades que correm risco, como Legru, Barreiros e Vila Zulmira…

  2. Para registro, conversei com o Pe. Pedro Blaschechen por telefone esses dias, e ele comentou sobre este artigo (também publicado no Jornal O Comércio). Segundo ele, foi feito de tudo para que a igreja fosse restaurada, mas os órgãos públicos não se interessaram e ficou por isso. Infelizmente é assim que acontece… os políticos acabam só enxergando “o que dá voto” e a história da região e do Brasil vai se perdendo.
    Que o exemplo da reforma da Igreja da Serra do Tigre atinja outros marcos de nossa comunidade.

    A notícia boa é que a igreja vai ser de madeira, e o mais próximo possível da antiga.
    Obs.: o Pe. Pedro é pároco desta igreja.

  3. Com toda razão! Este artigo é um alerta. Contudo, atualmente, não é só a estrutura física das Igrejas de madeira o alvo das demolições, como também os altares antigos, substituídos por altares “mais modernos”. Temos de analisar até que ponto vale a pena certos tipos de restauração, pois elas não podem tirar a essência e o valor histórico das peças sacras no interior de um Templo. Mas o fato de Igrejas de madeira serem demolidas é com certeza algo lastimável. Parabéns por levantar um assunto tão polêmico e importante para a conscientização de nossa comunidade! Um abraço, Andrea.

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